Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]


The bravery of being out of range

por FP1980, em 25.03.14

Apesar de ser apreciador da obra a solo do Roger Waters, especialmente o magnífico álbum “Amused to Death”, que inclui a canção cujo título “roubei”, o presente post não pretende ser qualquer tributo ao autor ou uma análise musical…

 

Escolhi este título porque esta música toca em “repeat” na minha cabeça, sempre que oiço um discurso do António José Seguro (podia ser pior) … Passo a explicar:

 

Concorde-se ou não (como é o meu caso), é claro o caminho que o PSD e o CDS querem que o país trilhe, cumprindo o Tratado Orçamental “custe o que custar”, procurando sempre agradar aos “parceiros internacionais” e aguardando algumas migalhas que resultem de qualquer negociação europeia e que permitam aliviar a carga sobre a população.

 

O PCP e o BE querem mandar os credores internacionais “abaixo de Braga”, (como se diz na minha terra), repor os salários e as pensões, aumentar o salário mínimo, descer os impostos. Como arranjariam dinheiro para isso, não sei… E eles também não sabem e não estão preocupados com isso, uma vez que procuram sempre fugir de qualquer cenário que os coloque perto de algum dia integrarem o governo. É fácil fazer promessas quando se sabe que nunca se terá de prestar contas…

 

Eu devo andar muito distraído ou realmente ter uma capacidade intelectual inferior à que julgo ter, porque eu ainda não percebi o caminho proposto pelo PS.

Reparem:

  • Por um lado, aprovaram o Tratado Orçamental (que prevê que a nossa dívida passe, nos próximos 20 anos, para 60 % do PIB – atualmente está acima dos 120%), por outro passam a vida a criticar a austeridade e a recusar qualquer corte nas despesas do estado;
  • Recusam apoiar qualquer iniciativa que vise renegociar \ restruturar a dívida;
  • Conforme os dias, dizem ou não que vão repor, caso sejam eleitos, os salários e as pensões;

 

Segundo entendi, a estratégia atual da direção do PS é tentar “caminhar por entra a chuva sem se molhar”, preenchendo os discursos com “frases feitas” e promessas genéricas, à espera de capitalizar o descontentamento popular com a falta de resultados deste rumo.

 

Depois das eleições legislativas, quando tiverem que realmente “por a mão na massa”, logo se vê e parece-me que, nessa altura, as “divergências insanáveis” com o PSD se vão esfumar…

 

Nota: Caso não conheçam a música que dá título ao post…

https://www.youtube.com/watch?v=gZ3qx6mPgqQ

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D